“1755”

Tracklist

1. Em Nome Do Medo
2. 1755
3. In Tremor Dei
4. Desastre
5. Abanão
6. Evento
7. 1 De Novembro
8. Ruínas
9. Todos Os Santos
10. Lanterna Dos Afogados
11. Desastre (Spanish version) (extra track)

Line up

Fernando Ribeiro – vox
Pedro Paixão – keyboards
Ricardo Amorim – guitars
Mike Gaspar (Mike/Nisroth) – drums
Aires Pereira  – bass

Facebook Moonspell Official – Post 08.17.17
Here are the first details about our upcoming Album! ‘1755’ To Be Released November 3rd on Napalm Records!
“Portugal’s Dark Metal pioneers in MOONSPELL are finally back with a brand new and hotly anticipated album, titled ‘1755’. Set to be released on November 3rd 2017 on Napalm Records, this record will outclass all standards you have ever heard from MOONSPELL before!
From the first second the conceptual dramaturgy MOONSPELL have created feels like a detonation of the mind. ‘1755’ is more than just the band’s new magnum opus: It’s the musical version of the year of horror where a giant earthquake wrecked their home Lisbon. Naturally this album comes and is sung in Portuguese. The album, produced by Tue Madsen (Meshuggah, The-Haunted, Dark Tranquillity, Dir en grey Official, Die Apokalyptischen Reiter) also features Paulo Bragança, supplying a hauntingly voice of a Fado fallen angel who is a big part of the Portuguese culture. His fascinating vocals are featured in “In Tremor Dei” (eng.: “Fear Of God”).
Now the band fronted by the soul of dark art and visionary Fernando Ribeiro unveiled first details about ‘1755’ and unleash the stunning cover artwork as well as the album track list!
Says Fernando:
“I have been fascinated with Portuguese history since I can remember. The year of 1755 marked the birth of a new Portugal. Much more than just the greatest natural disaster ever to occur on European soil, the great Lisbon Quake, shockwaves can not be reduced to a dramatic death toll. From absolute tragedy, a new city was born, giving way to a new time where Portuguese relied more on themselves than on the crown or the cross, granting us, much of the city, the lay country, the free will that we enjoy today. This is not just another album from us. It’s a musical and lyrical History document, a homage we pay to our legacy and to the amazing skills and resilience of our fellow Portuguese back then, of all mankind when brought down to the knees by the violent forces of Nature and Reason.
Whatever is, is right… yet the earth shakes.”
Album cover by João Diogo
Napalm Records – 2017
Guests: Paulo Bragança: Vocals – In Tremor Dei
Crystal Mountain Singers (Carmen Simões, Mariangela Demurtas, Silvia Guerreiro): Choirs
Martin Lopez (Soen, ex-Amon Amarth, ex-Opeth): Darbuka – 1755


1. Em Nome Do Medo

Em nome do medo, do medo sem fim
Na ira dos deuses, caímos enfim
A vida cruel, tormenta assim,
O céu que nos esmaga n’ausência de ti
Em nome do medo, do medo sem fim

Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo

Negro alfabeto do chão te levanta
Tua confianca jamais se aquebranta
Comemos os frutos de tao triste jardim
Faltou-nos o tempo, chegamos ao fim
Em nome do medo

Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo

Mas nem o vento por terra me deita
E nem o fogo por dentro me quiema

Sou sangue de teu sangue
Sou luz que se expande
Sou medo de teu medo
Senhor do teu tempo
Em nome do medo.

[English translation]

In the name of fear, endless fear
Into gods’ wrath, we finally fall
Oh cruel life, such torment…
Skies that crush us, in your absence
In the name of fear, endless fear

I am blood of your blood
I am expanding light
I am fear of your fear
Lord of your time
In the name of fear

Dark alphabet arise from the ground
Your confidance shall never falter
We eat the fruits of such sad gardens…
Our time is short, we’ve reached the end
In the name of fear

I am blood of your blood
I am expanding light
I am fear of your fear
Lord of your time
In the name of fear

But not even the wind will bring me down
nor fire will burn me out.

I am blood of your blood
I am expanding light
I am fear of your fear
Lord of your time
In the name of fear

2. 1755

Sanctum benedictum confiteor Deo
Spiritum maledictum in nomine Dei
Spiritum maledictum in nomine Dei

Diz me quem é que lá vem
Dentro do mar de ninguém
Que força é essa que não se comtém
Que força é essa que não…

Não, não deixará pedra sobre pedra
Não, não restrará ninquém sobre a terra
Uma cidade perdida e sete mares num só

As cinco pontas da estrela maltida
As cinco chagas de luz

Sanctum benedictum confiteor Deo
Spiritum maledictum in nomine Dei

Não, não deixará pedra sobre pedra
Não, não restrará ninquém sob as strelas
Não, não ficará pedra sobre pedra
Não, não restrará ninquém sobre a terra

Sanctum…
Spiritum…
Sanctum benedictum confiteor Deo
Spiritum maledictum in nomine Dei

Não, não deixará pedra sobre pedra
Não, não restrará ninquém sob as strelas
Não, não ficará pedra sobre pedra
Não, não restrará ninquém

Sanctum benedictum…
Spiritum maledictum…
Sanctum…

[English translation]

Sanctum benedictum confiteor Deo
Spiritum maledictum in nomine Dei
Spiritum maledictum in nomine Dei

Tell me: who cometh
Inside no man’s sea
What is this force that cannot be contained
What is this force that shall not

Shan’t leave stone upon stone
No one shall remain under the stars
Shan’t leave stone upon stone
No one shall remain upon the earth

Sanctum…
Spiritum…
Sanctum benedictum confiteor Deo
Spiritum maledictum in nomine Dei

Shan’t leave stone ‘pon stone
No one shall remain under the stars
Shan’t leave stone ‘pon stone
No one shall remain ‘pon the earth

Sanctum benedictum…
Spiritum maledictum…
Sanctum…

3. In Tremor Dei

In Tremor Dei
Renego à vida
Uma jura
Sacramentada

In Tremor Dei
P’las almas dos mortos
Uma jura
Consagrada

Roubaste-me o ar de peito aberto
A chuva que não cai
No horizonte, deslumbro o sol
Que se põe a leste

Lisboa
Em chamas
Caída, tremendo
Sem Deus

Lisboa
Em chamas
Caída, tremendo
Em chamas, Lisboa

In Tremor Dei

In Tremor Dei
Haja esperança
Quando cai uma cidade

In Tremor Dei
Lanterna acesa
Outro império se levanta

Um só aviso
De mar aberto
Assim Deus ordena
Procuro vingança
Nas cinzas dos mortos
Conjuro a destruição

Lisboa
Em chamas
Caída, tremendo
Sem Deus

Lisboa
Em chamas
Tremendo, caída
Em chamas, Lisboa

[English translation]

In Tremor Dei
I deny life
An oath
Enshrined

In Tremor Dei
For the souls of the dead
An oath
Enshrined

Thou hath stolen the air from my open chest
The rain won’t fall
At the horizon, I gaze upon the sun
Setting at the east

Lisbon
In flames
Fallen, trembling
Godless

In Tremor Dei

In Tremor Dei
There shall be hope
When a city falls

In Tremor Dei
Lighted lantern
Another empire is risen

A single warning
From the open sea
Thus commanded God
I seek vengeance
From the ashes of the dead
I conjure destruction

Lisbon
In flames
Fallen, trembling
Godless

Lisbon
In flames
Fallen, trembling
Godless

4. Desastre

Por entre corpos que caem
Na lama
Mesmo desmentindo os sabios
Infamia
Por entre as horas do dia
Deriva
E ja deus quem nos mente culpado

Es apenas um homem
Um escravo de deus
Autor do desastre
Que aconteceu

Perfeito foi teu juizo
Extrema a tua uncao
Misterioso designio dos homens
Por que para ti eu vivo e morro
E mato
E morro e juro

Es apenas um homem
Um escravo de deus
Autor do desastre
Que aconteceu

Devoco, accuso
Terra mortem
Devotio, accuso
Terra mortem
Culpado

[English translation]

Among bodies that befall
‘Pon the mud
Denying the wisemen’s words
Infamy
Through every day’s hours
Adrift
God has lied to us – guilty
Guilty! Guilty! Guilty!

Thou art nothing but a man
A slave to God
Shaper of the disaster
That have happened

Perfect was thy judgement
Extreme was thy unction
Men’s mysterious design
For I shall live and die for thee
And kill
And die and swear

Devoco, accuso
Terra mortem
Devotio, accuso
Terra mortem
Guilty!

5. Abanão

Terra tremi in nomine
Terra tremi solitudine
Terra tremi miseriae
Terra tremi benevolentiae

Transformo a agua em vidro
Estilhaco a solidao
Tu que rastejas a superficie
Sabes quao terrivel e meu destino
Minha ilusao

Amor com amor se paga
Cidade armadilhada
Incerto lugar
Incerto momento
Sabes quao terrivel
E minha sina minsha ilusao

Abanao – a terra treme
Tudo esta bem mas a terra treme
Abanao tudo esta bem
Mas a terra treme sem perdao

Transformo a brisa em vento
Convoco a desolacao
Tu que nos olhas dai de cima
Sabes quao sinistra e minha sina
Minha ilusao

Abanao – a terra treme
Tudo esta bem mas a terra treme
Abanao tudo esta bem
Mas a terra treme sem perdao

[English translation]

Terra tremi in nomine
Terra tremi solitudine
Terra tremi miseriae
Terra tremi benevolentiae

I turn water into glass
I shatter solitude
Thou who crawls on the surface
Knows how dreadful is my destiny
My illusion

Love is paid with love
Trapped city
Uncertain place
Uncertain moment
Know how dreadful
Is my doom, my illusion

Shakeup – earth trembles
All is well but the earth trembles
Shakeup – all is well
But the earth trembles without mercy

I turn the breeze into wind
I call for desolation
Thou who gazes upon us from above
Know how sinister is my doom
My illusion

Shakeup – earth trembles
All is well but the earth trembles
Shakeup – all is well
But the earth trembles without mercy

6. Evento

O sangue ainda escorre, o chão ainda vibra
Os corpos tombados la fora, parece que gritam

A fé não serve de nada
Que é feito do Deus que nos amavas?

Sossega te! É o fim!
E fica quieto!
Porque deus assim quis?

Enterrem-se os mortos, alimente-se os vivos
A cidade a ferro e a fogo, Capital a deriva

A fé não serve, não serve de nada
Onde está Ele que por nos olhava?

Sossega te!

Sossega te! É o fim!
E fica quieto!
Porque deus assim quis?

Sossega te! É o fim!
E fica quieto!
Porque deus assim quis?

Sossega te!
Maldita memória
Verdade ou mentira?
O chão ainda chora
As pedras caídas

O sangue ainda escorre nas ruas vazias
Maldita memória que te paralisa
E fica quieto!
E fica quieto!

Sossega te! É o fim!
E fica quieto!
Porque deus assim quis?

Sossega te! É o fim!
E fica quieto!
Porque deus quis assim?

[English translation]

Blood still drips, the ground still shakes
Lifeless bodies seem to be screaming from outside

Faith is of no service
Where is the God that loved us?

Be calm! This is the end!
Be quiet!
Why did God want it like this?

Bury the dead, feed the living
City by iron and fire, Capital adrift

Faith is of no service
Where is the God that looked after us?

Be calm!

Be calm! This is the end!
Be quiet!
Why did God want it like this?

Be calm!
Damned memory
Truth or lie?
The ground still weeps
For fallen stones

Blood still flows on empty streets
Damned paralyzing memory
Be quiet!
Be quiet!

Be calm! This is the end!
Be quiet!
Why did God want it like this?

Be calm! This is the end!
Be quiet!
Why did God want it like this?

7. 1 De Novembro

Ser esmagados p’la derrocada
Arrastados p’lo turbilhao
Ser o corpo do penitente
Ter nos labios a chuva
De sangue na alma a magoa
Magoa

Corpus sanguis gloria
E a Europa que afunda
Comencando por aqui
E o primeiro de novembro
E o fado sem remendo
Tanta magoa
Magoa

Corpus sanguis gloria agora
Rebentam as aguas
Um sinal dos tempos
E nasce a nova Lisboa
No primeiro de novembro

Renasce Lisboa
Entrega a alma
Renasce Lisboa

Ser esmagados
P’la derrocada arrasados
Por tua mao
Neste dia que era teu
Ter na boca
A lingua em sangue
No corpo a magoa
Magoa

Corpus sanguis gloria agora
Rebentam as aguas
Um sinal dos tempos
E nasce a nova Lisboa
No primeiro de novembro

[English translation]

To be crushed by the downfall
Dragged by the torrent
To be the penitent’s body
To carry the rain of blood on our lips
The sorrow in our soul
The sorrow

Corpus sanguis gloria
Europe that sinks
Starting from here
And November the first
The Fado without a chorus
So much sorrow
The sorrow

Corpus sanguis gloria
Water crashes
A sign of the times
Thus is born the new Lisbon
On November the first

Lisbon reborn
Deliver thy soul
Lisbon reborn

To be crushed by the downfall
Slayed by thy hand
On this day that was yours
Have on our lips
A bloody tongue
The sorrow in our bodies
The sorrow

Corpus sanguis gloria now
Water crashes
A sign of the times
This is born the new Lisbon
On November the first

8. Ruínas

Sei que sim
Que nao
Talvez
Ruinas

Ha muito tempo que se calaram os sinos
Vem e traz contigo
Tudo o que merecemos
Vem, leva-me contigo
Ao meu destino

Deus o diabo
Ja se encontraram
Vem e cai comigo
Nao temas
Porque eu sei

Que sim, que nao, talvez
Vem, nao temas, nao temas
Sei que sim que nao talvez
Vem, nao temas

A cinza no ar
Os escombros da terra
O fogo que inunda
A agua que queima

A cinza no ar
Ruinas
Vem: desce das estrelas
Vem: ruina, soberba.

Venus desencantada
Tudo e castigo
Cai, fomos fogo
Somos

A cinza no ar
Os escombros da terra
O fogo que inunda, a agua que queima
A cinza no ar, os escombros da terra…
Ruinas

[English translation]

I know so
Know not
Perhaps
Ruins

The bells have been silenced long ago
Come and bring us
All that we deserve
Come, take me with thee
To my doom

God and the devil
Have already met
Come and fall with me
Fear not
For I know

Know so, know not, perhaps
Come, fear not, fear not
I know so, know not, perhaps
Come, fear not

Ashes in the air
The earth’s debris
Fire that floods
Water that burns

Ashes in the air
Ruins
Come: descend from the stars
Come: ruins, superb

Disenchanted Venus
All is punishment
Fall, we were fire
We are

Ashes in the air
The earth’s debris
Fire that floods
Water that burns
Ashes in the air
The earth’s debris
Ruins

9. Todos Os Santos

Apesar da Matança dos corpos caídos
Que decoram as colinas

Faz dia em Portugal!

Apesar da desgraça dos mortos, dos vivos
Que percorrem a cidade

Faz dia! Faz dia!

Em todas as cruzes
Tábuas partidas
Quarenta igrejas
Caídas

E dos conventos
Nem um lamento
Nem um sinal de vida

Todos os santos não chegaram
Faz dia em portugal!

Apesar do massacre
De fracos e fortes
Que rezavam as matinas

Faz dia em Portugal!

Apesar da miséria de ricos e pobres

Faz dia! Faz dia em Portugal!

Todos os santos não chegaram
Todos os santos não chegaram
Todos os santos não chegaram
Todos os santos não chegaram
Faz dia! Faz dia em Portugal!

Todos os santos não chegaram

Todos os santos não chegaram
Todos os santos não chegaram
Faz dia! Faz dia em Portugal!

[English translation]

Despite the killing, the fallen bodies
That ornate the hills

It’s daytime in Portugal!

Despite the disgrace of the dead, the living
That walk around the city

It’s daytime! It’s daytime!

In every cross
Broken planks
Forty churches
Fallen

From the convents
Not a single lament
Not a sign of life

All the saints were not enough
It’s daytime in Portugal!

Despite the massacre of the weak and the strong
That prayed every morning

It’s daytime in Portugal!

Despite the misery of the rich and the poor

It’s daytime! It’s daytime in Portugal!

All the saints were not enough
All the saints were not enough
All the saints were not enough
All the saints were not enough
It’s daytime! It’s daytime in Portugal!

All the saints were not enough
All the saints were not enough
It’s daytime! It’s daytime in Portugal!

10. Lanterna Dos Afogados

[originally by Os Paralamas Do Sucesso]

Quando está escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu estou na Lanterna dos Afogados
Eu estou te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pruma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tou na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

[English translation]

When it’s dark
And no one can hear you
When nighttime comes
And you may cry
There’s a light at the desperate’s tunnel
There’s a dock at the harbor
For those who need to arrive
I’m at the lantern of the drowned
I’m waiting for you
Please don’t take too long
A long night
For a short life
But it doesn’t matter anymore
To help you is enough for me
So many marks
Already a part of who I am now
But I can still hold my own
I’m at the lantern of the drowned
I’m waiting for you
Please don’t take too long

11. Desastre (Spanish Version)

Por entre cuerpos que caen
En lodo
En lodo.

Siempre destrozando sabios
Infamia
Infamia.

Entre las horas del día
Deriva
Deriva.

Dios que nos has mentido
Culpable
Culpable
Culpable
Culpable
Culpable.

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que sucedió
Que sucedió
Que sucedió.

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que ocurrió
Culpable
Culpable
Culpable.

Su malo es el juicio
Extrema es la unción
Misterioso designio
Del hombre.

Porque para ti vivo
Y muero
Y mato
Y muero
Prometo.

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que sucedió
Que sucedió
Que sucedió.

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que ocurrió.

Devotio, accuso
Terra mortem.

Devotio, accuso
Terra mortem.

Devotio, accuso
Terra mortem.

Devotio, accuso
Culpado
Culpado
Culpable.

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que sucedió.
(Que sucedió).
(Que sucedió).

Sólo es un hombre
Un esclavo de Dios
Autor del desastre
Que ocurrió.

Devotio, accuso
Terra mortem.

Sólo es un hombre
(Devotio)
Un esclavo
(Accuso)
De Dios
(Terra mortem).

Sólo es un hombre
(Devotio)
Un esclavo
(Accuso)
De Dios
(Terra mortem).

Sólo es un hombre
(Devotio)
Un esclavo de Dios
(Accuso)
Autor del desastre
(Terra mortem).
Que sucedió
(Devotio, accuso).

Culpado
Culpado
Culpable.


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